sábado, 21 de fevereiro de 2015

TRÂNSITO



O Código Brasileiro de Trânsito não tem aplicação na cidade de Baturité. O caótico trânsito vem transformando tragicamente o cotidiano dos transeuntes, motorista e motoqueiros que disputam, ao arrepio das normas de urbanidade e educação, o minguado espaço nas ruas e avenidas de nossa cidade.

O espaço público destinado ao livre trânsito de pedestres é interrompido invariavelmente pela obstrução decorrente de estacionamentos irregulares de motos e automóveis que obrigam o andante descer calçadas, expondo-se desnecessariamente ao risco de acidentes no leito da via pública.

Inúmeros atropelamentos com vítimas fatais foram registrados nos últimos anos em nossa cidade.  As vítimas, na grande maioria, são pessoas idosas forçadas a transitar pelo meio da rua em virtude dos fechamentos irregulares dos passeios.  Em muitos casos o veículo atropelador circulava com velocidade incompatível com a via pública e, pasmem, na contramão.

Temos uma sinalização de trânsito confusa e deficiente. A falta de fiscalização e a péssima sinalização geram imensuráveis e diversificadas infrações. Tomemos como exemplo a Rua XV de Novembro onde foi convencionado mão de direção no sentido poente/nascente, ou seja, Praça Waldemar Falcão/Praça Santa Luzia, onde diariamente encontramos motos e automóveis transitando na contra mão gerando acidentes de toda sorte.

Tornou-se corriqueiro os deseducados motorista/motoqueiros usarem irresponsavelmente as rampas existentes em nossas praças, destinadas ao acesso de cadeirantes, como atalhos entre duas ruas, circulando com seus veículos pelo leito das praças publicas (Praça da Matriz/Waldemar Falcão) em total desrespeito ao CTB e aos indefesos transeuntes.   

O confuso e perigoso trânsito baturiteense torna-se mais ameaçador ainda com a chegada do ocaso. Nossas ruas e avenidas, dotadas de iluminação deficiente, viram palco de rachas e bisonhas exibições de acrobacias por parte de jovens motoqueiros. É um “Deus nos acuda”, o veículo automotor transforma-se em arma letal, mormente para as pessoas idosas que se deslocam com dificuldade.

Felizmente, de quando em quando, recebemos a visita da fiscalização de unidades DETRAN/CE. A presença aleatória do DETRAN/CE transforma, como num passe de mágica, o desordenado trânsito de nossa urbe num verdadeiro mar de tranquilidade.  Os poucos veículos que se aventuram circular pelas ruas são prudentes, zelosos e atentos aos mínimos preceitos do CTB.  A solução, portanto, para o confuso trânsito baturiteense é simples: basta o poder público cumprir sua obrigação fiscalizando e punindo os infratores.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O CARNAVAL NÃO É MAIS AQUELE...


 A milionária estrutura da “axé music”, acompanhada de um eficiente trabalho de marketing, conseguiu introduzir o estilo musical baiano nas principais festas carnavalescas do Brasil. O vil metal pega pesado, quem for podre que se quebre. Adeus o carnaval do samba, das marchinhas, do pierrô, da colombina, do arlequim, da odalisca, do confete e da serpentina.  O Carnaval virou uma festa soteropolitana.

Somente as cidades de Rio de Janeiro e Recife resistem e continuam produzindo um carnaval voltado para as raízes culturais. Muito embora, nos últimos anos, já vislumbramos tentativas de incursões de outros estilos musicais. O samba e o frevo arrostam com galhardia às milionárias investidas das trupes baianas que execram o carnaval tradicional e investem em efêmeros hits acompanhados de bizarras coreografias adredemente planejadas.

Não fugindo a regra, os festejos de carnaval em nossa cidade vêm definhando visivelmente. Aboliram os tradicionais bailes carnavalescos em clubes sociais. Antecedendo a festa noturna, foi introduzida uma festa vespertina, tradicional nos carnavais da orla marítima, denominada mela-mela, realizada na Praça Waldemar Falcão, ao som dos execráveis “PAREDÕES DE SOM”. Os paredões, engenhocas eletrônicas, sem qualquer compromisso com qualidade de som, derramam milhões de decibéis de péssima música sobre os transloucados e embriagados foliões.

Os brincantes, adultos e crianças, imersos numa nuvem de poeira de goma (fécula de mandioca), se digladiam numa batalha ridícula, fétida e perigosa, vez que alguns inescrupulosos misturam a goma substâncias nocivas a saúde humana, inclusive cal virgem (óxido de cálcio).  

O baile noturno, antes realizado nos clubes locais, foi transferido para a praça pública (Praça da Matriz) onde bandas tocam todo tipo de música, menos músicas de carnaval. Nos intervalos entre uma banda e outra, os “paredões” são acionados transformando o ambiente num autêntico baile funk. A festa rola a noite toda sem qualquer liame com o espírito carnavalesco.

Desconfio que, a exemplo do Olimpo, o Rei Momo foi definitivamente expulso do Carnaval baturiteense

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

NATAL ZOADENTO.



A aproximação dos festejos do NATAL motiva os comerciantes a intensificarem seus reclames comerciais. A insana peleja publicitária mirando conquistar clientes transforma nossa pequena cidade numa mixórdia de indecifráveis sons. O competitivo embate publicitário utiliza modernos e barulhentos instrumentos de som acoplados em toda sorte de veículos.

Para a infelicidade dos pacatos cidadãos baturiteenses, a cidade, recentemente, foi agraciada com o retorno dos famigerados “Paredões de Sons” que derramam, ininterruptamente, nas pequenas e estreitas ruas de Baturité, milhões de danosos e indesejáveis decibéis.

Sábado passado, os zoadentos propagandistas de Baturité ganharam um concorrente imbatível. Inobstante a insuportável zoada dos carros de sons que povoam nosso dia a dia, a cidade amanheceu embalada pelo barulho infernal de um trio elétrico que passou a manhã inteira serpenteando pelas principais ruas com seus alto-falantes a todo vapor.

Os insistentes reclames comerciais entoados de forma repetitiva pelos possantes instrumentos sonoros causam inúmeros e irreparáveis danos a saúde humana. A população é obrigada a ouvir e calar, pois as autoridades competentes continuam silentes diante dos abusos cometidos através dos reclames publicitários e dos automóveis que circulam impunemente poluindo as ouças do nosso povo.   
    
Todavia, o combate a poluição sonora é fácil, basta fazer valer a Lei publicada DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO SÉRIE 2 ANO VIII Nº 242 FORTALEZA, 21 DE DEZEMBRO DE 2005,  destinada a coibir abusos sonoros.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TRÂNSITO CAÓTICO

O município de Baturité aposta novamente nas lombadas eletrônicas como meio de regulamentar a velocidade dos veículos automotores circulantes em nossa terra.

A iniciativa é louvável e bem-vinda. Nosso trânsito está um verdadeiro caos. Os veículos transitam tresloucadamente em completa inobservância das mais comezinhas regras de trânsito. Nossas ruas foram transformadas em pista de corrida e as calçadas usadas como estacionamento.

O estacionamento irregular de veículos sobre as praças e calçadas obriga o transeunte arriscar sua preciosa vida caminhando no leito das perigosas ruas e  avenidas, acalentado pela zoada exagerada de descargas alteradas e potentes colunas de sons instaladas nos veículos, urdindo um trânsito desorganizado, barulhento e extremamente perigoso.

A situação é preocupante, Baturité tem uma sinalização de trânsito confusa e deficiente. Os radares recém-instalados estão desacompanhados de sinalização adequada suficiente para alertar o motorista sobre a obrigatoriedade de redução da velocidade em face das lombadas eletrônicas.

As fotografias abaixo demonstram com singular clareza a diferença na sinalização de transito existente em Baturité e Aracoiaba.



É cediço que a simples instalação de radares não vai inibir os abusos cometidos pelos mal educados motoristas de nossa cidade. É preciso, portanto, investir urgentemente na educação de transito, através de fiscalização, orientação, publicidade e campanhas educacionais que atinjam todos os segmentos sociais.

A educação do motorista aliada a uma eficiente fiscalização e um bom padrão de sinalização, certamente, contribuirá para uma melhoria rápida e efetiva do caótico trânsito Baturiteense, pois a missão institucional do DEMUTRAN não é apenas punir transgressões através da aplicação de multa, mas disponibilizar para os usuários uma perfeita sinalização/ vigilância e, principalmente fomentar a educação de trânsito em toda sua circunscrição.

Almejamos, pois, um DEMUTRAN atuante que paute suas ações na perfeita observância de sua função social, ou seja, um órgão voltado à orientação, controle e educação do trânsito, reservando a punição aos casos estritamente necessários.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Canídeos Errabundos


Recentemente comentei a farra dos cães vadios em nossa cidade. Naquela oportunidade enfatizei a proliferação das doenças causadas pelo contato com esses animais.  Nada mudou. Nossas ruas continuam infestadas de cães errantes que transitam livremente sem qualquer controle dos órgãos competentes.

O problema de cães vagantes é bastante comum no Brasil, notadamente nas pequenas cidades, onde a maioria da população é oriunda da zona rural, vez que essa população migrante costuma conserva certos hábitos campestres incompatíveis com a vida urbana. 

Os campesinos, alheios as regras de convivência impostas pela vida moderna, insistem no antigo hábito de criar animais de estimação (cães, gatos, etc.) livremente e sem qualquer prevenção sanitária.  O problema é agravado quando somado ao elevado número de animais abandonados por seus donos e as crescentes ninhadas que brotam longe do controle humano.

É notório que o ciclo de reprodução canina contribui de forma efetiva para o agravamento de tão crucial problema de saúde pública, vez que os canídeos são bastante eficientes na arte de perpetuar a espécie. Realmente, as fêmeas atingem a maturidade sexual entre os (6) seis e os (9) nove meses de idade e podem parir entre (3) três a (12) doze filhotes por ninhada, dos quais 70% são fêmeas. As cadelas podem voltar a reproduzir-se (6) seis a (12) doze meses depois de parirem, procriando durante mais de 10 anos. Isto resulta num número incontrolável de cães.

Inobstante tão alarmante quadro, merece destaque um inusitado e curioso hábito amplamente difundido em Baturité. Nossos conterrâneos passaram a fornecer alimentação aos cães vadios nas portas de suas residências. Os errabundos comensais, outrora alimentados com os sobejos caseiros, hoje são fartamente banqueteados com rações caninas de alta qualidade franqueadas gentil e aleatoriamente nas ruas e praças de nossa cidade, por benfeitores anônimos.

Sucede, entretanto, que os citados benfeitores caninos, embora imbuídos de nobres propósitos, não conseguem aquilatar o mal que o insólito “benfazejo” está causando a população baturiteense. Os vira-latas urbanos causam inúmeros problemas de saúde pública. Com efeito, diariamente temos notícias de ataques a transeuntes e acidentes de trânsitos provocados por esses animais, sem contar com a indesejada conspurcação do espaço público decorrente dos lixos remexidos e dos dejetos despejados nas ruas. 

Urge, portanto, uma ação efetiva da Vigilância Sanitária visando diminuir o número de animais perambulando pelas ruas de Baturité, reduzindo, por conseguinte, os índices de agressões, acidentes de trânsito e transmissão de doenças por animais.

domingo, 31 de julho de 2011

CURIOSIDADES


 Os últimos prédios públicos inaugurados em Baturité prestam homenagem a dois profissionais da área de saúde que atuaram por dezenas anos em nossa cidade. Falamos do médico José Marcelo Holanda e do dentista Clóvis Amora Vasconcelos.

Curiosamente, sem macular o mérito das homenagens, chamo atenção para a inversão nas áreas de atuação dos laureados. Com efeito, POLICLÍNICA e CEO, que fazem parte do Programa de Expansão e Melhoria da Assistência à Saúde do Estado do Ceará recebem respectivamente os nomes de POLICLÍNICA DR. CLOVIS AMORA VASCONCELOS (dentista) e CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS Dr. José Marcelo Holanda (médico).